Lixo de hospital continua sendo um problema


Descarte irregular é crime ambiental e sujeita os responsáveis à pena de até cinco anos de prisão


Veja também: 
Artigo sobre Segurança em Hospitais - Anvisa  
   
Economia em fazer Manutenção Preventiva em relação a Corretiva    


O QUE É LIXO HOSPITALAR

É o lixo que resulta da manipulação em hospitais e clínicas e formado, em sua maioria, por seringas, agulhas, luvas, fraldas, sondas, cateteres e demais materiais descartáveis. Esse lixo representa um grande perigo à saúde, uma vez que pode estar contaminado com microorganismos causadores de doenças. Esse lixo deve ser recolhido por empresas especializada, seu destino é o incinerador onde é queimado, ou levado para o autoclave, onde é submetido a alta pressão e temperatura, e todos os microorganismos são mortos, e o lixo pode ir para aterros especiais.Os resíduos de saúde são classificados em cinco grupos, a saber:
 

• Grupo A (potencialmente infectantes) - que tenham presença de agentes biológicos que apresentem risco de infecção, como bolsas de sangue contaminado;• Grupo B (químicos) - que contenham substâncias químicas capazes de causar risco à saúde ou ao meio ambiente, independente de suas características inflamáveis, de corrosividade, reatividade e toxicidade. Por exemplo, medicamentos para tratamento de câncer, reagentes para laboratório e substâncias para revelação de filmes de Raio-X;
 

• Grupo C (rejeitos radioativos) - materiais que contenham radioatividade em carga acima do padrão e que não possam ser reutilizados, como exames de medicina nuclear;
 

• Grupo D (resíduos comuns) - qualquer lixo que não tenha sido contaminado ou possa provocar acidentes, como gesso, luvas, gazes, materiais passíveis de reciclagem e papéis;
 

• Grupo E (perfurocortantes) - objetos e instrumentos que possam furar ou cortar, como lâminas, bisturis, agulhas e ampolas de vidro.
 

OS SISTEMAS DE TRATAMENTO

Os dois sistemas atualmente mais utilizados no Brasil para o correto descarte do lixo de hospital são o autoclave e a incineração.A autoclavagem é um tratamento térmico de esterilização que consiste em manter o material contaminado sob pressão a temperatura elevada, através do contato com o vapor d´água, durante umperíodo de cerca de 40 minutos para destruir todos os agentes patogênicos.
 

Depois, o lixo é triturado e pode ser descartado nas valas sépticas, já que não possui mais perigo decontaminação.A autoclavagem é utilizada para resíduos sólidos do Grupo A, como os resíduos biológicos (cultura, inóculos e outros); sangue e hemoderivados; e cirúrgico, anátomo patológico eexsudado, com exceção de peças anatômicas de maior volume; resíduos perfuro cortantes;e resíduos decorrentes da assistência ao paciente como secreções, excreções e outros.
 

A incineração controlada acontece em equipamentos denominados incineradores, nos quais o material é queimado a temperaturas acima de 900 ºC. Utiliza-se uma quantidade apropriada de oxigênio para se conseguir uma combustão adequada do lixo a ser incinerado.A matéria orgânica presente em meio ao material incinerado transforma-se em dióxido de carbono, vapor de água e cinzas. A incineração reduz o volume do lixo em, aproximadamente, 70%. Essa redução traz um grande bem: a diminuição de espaços para aterros sanitários.
 

A correta destinação do lixo de hospital ainda é um desafio a ser vencido pela maior parte dos municípios brasileiros. O descarte irregular desse tipo de resíduo é crime ambiental, com pena prevista de um a cinco anos de reclusão, segundo o artigo 54, §3º, da Lei 9.605/98, datada de 12 de fevereiro de 1998 e que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.No Brasil a RDC (Resolução de Diretoria Colegiada) 306, de 7 de Dezembro de 2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a Resolução 358 de 29 de abril de 2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), são, hoje, as principais leis pertinentes ao gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, os chamados RSS, embora não as únicas. 
 

A RDC 306/04 aponta e descreve as ações relativas ao manejo dos resíduos sólidos, observadas suas características e riscos, no âmbito dos estabelecimentos, contemplando os aspectos referentes à geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte e disposição final, bem como as ações de proteção à saúde pública e ao meio ambiente.


Fechar

Cadastre-se agora!Receba nossos informes e novidades

Digite seu E-mail:
Digite seu Nome:

ico
sair x

Bem Vindo ao FlexTool

Você está visualizando seu site em modo de edição.

Dica: o ícone representa edição de conteúdo. Clique no ícone caso deseje editar o conteúdo.